Insight Nº1 para a Creator Economy em 2024: Transparência vem antes do publi

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Não é novidade que o Marketing de Influência está a cada ano mais consolidado e, inclusive, abocanhando parcelas maiores de investimentos em mídia de empresas de todos os portes. Estima-se que até o final de 2024, os investimentos globais somem US$1 trilhão. No Brasil, cerca de 70% das empresas afirmam que vão aumentar o aporte neste nicho neste ano.

O crescente desenvolvimento fez surgir novas agências, setores, cargos, plataformas e inúmeros negócios e profissionais especializados. Um ecossistema que alavancou a profissionalização do setor e que chamamos de creator economy.

Há sete anos atuo como parte deste ecossistema, em diversos âmbitos, como estrategista, consultora, criadora, curadora e ministrante de cursos e palestras. Neste período vi projetos nascerem e morrerem, enquanto outros nem saíram do papel. Também acompanho anualmente as projeções para o ano seguinte e as movimentações do mercado. Mas, principalmente, analiso com atenção o que escuto de influenciadores e marcas no dia a dia das campanhas.

E é reunindo um pouco destas experiências e escuta ativa na operação de diversas ações de marketing que trago aqui, em uma série inicial de 4 textos, algumas dicas do que percebo como oportunidades e desafios para quem deseja se destacar na creator economy.

#1 – TRANSPARÊNCIA VEM ANTES DO PUBLI

O Insight Nº 1 não poderia ser diferente em um período em que as pautas dos noticiários abordam responsabilização de criadores de conteúdo, disseminação de fake news e a investigação de influencers envolvidos em esquema de jogos de azar. Quero compartilhar, de um jeito prático, sobre como transparência, coerência e credibilidade são posicionamentos esperados de todos os agentes deste mercado e devem estar presentes em todas as etapas de uma campanha.

Situação real de campanha: Uma influenciadora contratada para uma campanha recebeu produtos de beleza para testar e compartilhar com sua audiência, divulgando um cupom de desconto da marca. Mas ao publicar o conteúdo (que, diferente do acordado, não passou por aprovação prévia da agência e cliente) ela fala para suas seguidoras que comprou os produtos aproveitando o desconto.

A agência manifesta descontentamento sobre o post sem prévia aprovação, mas decide também conversar com o cliente para juntos pensarem na melhor solução. O resultado foi um pedido de exclusão do conteúdo. O principal motivo: falta de transparência. Os produtos não foram comprados, foram recebidos para uma publi (que, ainda por cima, não estava sinalizada).

Oportunidade: Desde a abordagem do influencer para a campanha até a criação do briefing e alinhamento de narrativas, a preocupação em transmitir a verdade deve estar presente e ser responsabilidade de todos os envolvidos na campanha.

Ao passarem autenticidade para a audiência, os influenciadores fortalecem seu vínculo com o público, que por sua vez passa a engajar mais e a acreditar mais nas mensagens e marcas que são apresentadas por aquele influencer. Ganha todo mundo: público, influencer, agência e marca.

Desafio: Nem sempre em uma campanha temos o tempo suficiente para alinhar o briefing da melhor maneira, e ao receber os conteúdos as agências e marcas deixam passar alguns detalhes que muitas vezes fazem a diferença na credibilidade da mensagem sendo recebida pelo público. Ter o cuidado necessário em todas as etapas do processo sem deixar de cumprir a celeridade adequada de uma ação de marketing é o grande desafio.


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